Que faremos nós deste novo ano de 2010? Lutaremos pela PAZ, pela Dignidade Humana, ou esperaremos tranquilamente que outros o façam por nós? Não nos podemos conformar com o "eu não posso fazer nada". Podemos sim com a nossa palavra, o nosso exemplo e porque não com a nossa colaboração, por pequena que seja, com os que verdadeiramente se dedicam à construção de um mundo sem desigualdades, opressão, fome, que são dos principais factores que geram violência! Queremos um mundo Digno de acordo com os princípios fundamentais da Vida. Queremos um mundo onde nunca mais se vejam imagens como as que encontrei num video sobre "o princípio da dignidade humana" que faz parte da Constituição Brasileira e da Nossa também.Há quem lute sem esperar recompensa excepto a de ver os seus ideais implantados. E nós? Vamos ficar parados à sombra dos privilégios que temos a felicidade de usufruir, ou vamos aceitar esse mundo terrível que nos rodeia pactuando ,sim pactuando, com os verdadeiros responsáveis? Comecemos já a construção desse Novo Mundo. Vamos dizer Não à Guerra e Sim a um mundo sem desigualdades sociais.
Nasceu. Foi numa cama de folhelho, entre lençóis de estopa suja, num pardieiro velho. Trinta horas depois a mãe pegou na enxada e foi roçar nas bordas dos caminhos manadas de ervas para a ovelha triste. E a criança ficou no pardieiro só com o fumo negro das paredes e o crepitar do fogo, enroscada num cesto vindimeiro, que não havia berço naquela casa. E ninguém conta a história do menino que não teve nem magos a adorá-lo, nem vacas a aquecê-lo, mas que há-de ter muitos Reis da Judeia a persegui-lo; que não terá coroa de espinhos mas coroa de baionetas, postas até ao fundo do seu corpo. Ninguém há-de contar a história do menino. Ninguém lhe vai chamar o Salvador do Mundo.
Álvaro Feijó, “Diário de Bordo”, in Alexandre Pinheiro Torres
Hoje é dia de Natal. O jornal fala dos pobres em letras grandes e pretas, traz versos e historietas e desenhos bonitinhos, e traz retratos também dos bodos, bodos e bodos, em casa de gente bem.. Hoje é dia de Natal. Mas quando será de todos?
Atrevo-me a acrescentar Iraque, Afeganistão, minas terrestres, corrupção, fome no mundo...."e o que você fez?" Harehama- é uma expressão ligada ao budismo e hinduísmo e que aqui aparece como um incentivo à meditação, creio eu. E a canção obriga-nos mesmo a pensar no que fizemos, no que podemos fazer, numa luta colectiva e organizada,por um mundo de PAZ "para o branco e para o preto, o amarelo e o vermelho" não por ser Natal mas porque é urgente. Dia de Natal-"HOJE É DIA DE SER BOM" como escreve António Gedeão num poema lindíssimo e de grande oportunidade. Vamos tentar ser bons todos os dias por Nós, pelos Nossos Descendentes, pela HUMANIDADE, pelo PLANETA TERRA que é a casa de todos nós.
Tenho saudades do tempo da minha juventude em que convivia com um grupo de amigos, todos anti-fascistas, que se reuníam às vezes para conversar, ouvir música, discutir filmes e também para nos divertirmos. Mas mais saudades ainda tenho da falta de projecção desse grupo no futuro, hoje.Onde estão eles? Alguns já não estão cá, outros seguiram diferentes caminhos, outros mantiveram orgulhosamente a esperança num outro mundo, alguns mesmo lutando abnegadamente pelos seus ideais. Foi um tempo lindo!!!! Mas o grupo desagregou-se. Eu não era das mais activas porque me preocupava em ser boa aluna e estudava muito. Mas era firme nas minhas convicções Por isso aqui continuo, como quando tinha 20 anos, com a certeza de que o futuro será nosso e um novo mundo de Paz, Harmonia, Solidariedade,sem opressores e oprimidos será construído. Aqui fica a canção da Cesária Évora que, para mim, representa a saudade do futuro.
De muitos tipos de violência sobre a Mulher se pode falar. Física, psicológica que é terrível porque até destrói a sua dignidade, discriminatória na profissão e na sociedade, na vida pessoal, na actividade política, na desigualdade de oportunidades... enfim são tantas as situações possíveis!!!! Mas vou, apenas, deixar aqui este video que considero muito apelativo e bonito, na impossibilidade de as concentrar num único espaço. Mas a luta, que deve incluir homens e mulheres(somos iguais, não somos), deve ser o mais possível abrangente.