O nosso mundo é este Vil suado Dos dedos dos homens Sujos de morte.
Um mundo forrado De pele de mãos Com pedras roídas das nossas sombras.
Um mundo lodoso Do suor dos outros E sangue nos ecos Colado aos passos…
Um mundo tocado Dos nossos olhos A chorarem musgo De lágrimas podres…
Um mundo de cárceres Com grades de súplica E o vento a soprar Nos muros de gritos.
Um mundo de látegos E vielas negras Com braços de fome A saírem das pedras…
O nosso mundo é este Suado de morte E não o das árvores Floridas de música A ignorarem Que vão morrer.
E se soubessem, dariam flor?
Pois os homens sabem E cantam e cantam Com morte e suor.
O nosso mundo é este….
( Mas há-de ser outro.) |
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Muito adequado - é mesmo um mundo de cárceres!
ResponderEliminarAdorei o seu cmentário no Samuel, no post sobre os professores !!
ResponderEliminarFoi bem reler Gomes Fereira.
Um bom final de semana